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Entenda o Pix, novo meio de pagamentos instantâneos pela internet

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Entenda o Pix, novo meio de pagamentos instantâneos pela internet

O Pix é um sistema instantâneo de pagamentos pela internet que foi anunciado pelo Banco Central em fevereiro, com previsão de lançamento para 16 de novembro de 2020. A novidade irá facilitar e baratear transações financeiras, permitindo transferências e pagamentos em até dez segundos, sem restrição de dia e horário. 

O objetivo da solução é a democratização financeira. Ao digitalizar os meios de pagamentos e reduzir custos, o Pix irá aumentar a competitividade dos serviços, além de facilitar vendas para empresas de todos os portes e setores. 

Até então, pagamentos e transferências são realizados a partir de TEDs, DOCs, cheques, boletos e cartões (de crédito, débito e pré-pago) e, claro, dinheiro vivo. Essas opções podem envolver custos e também a demora no recebimento do valor. 

Já com o Pix, qualquer tipo de transferência e de pagamento pode ser realizado em qualquer dia, incluindo fins de semana e feriados, e em qualquer hora. Os recursos estarão disponíveis na conta do recebedor em poucos segundos.

Parece revolucionário, não é mesmo? Afinal, maior rapidez e diminuição do gasto com as operações financeiras pode trazer muitos benefícios para pessoas físicas e empresas. 

Mas estas não são as únicas vantagens do Pix, e é sobre isso que falaremos a seguir. 

 

Pix: principais vantagens e benefícios

Com o Pix, já vimos que pagamentos e transferências, inclusive entre bancos diferentes, serão realizados em segundos. Além disso, ele será totalmente gratuito para usuários pessoa física.

Para as instituições financeiras e de pagamento que irão oferecer o Pix, o custo a ser repassado para o Banco Central será de R$ 0,01 a cada 10 transações, diminuindo custos a serem cobrados das empresas que utilizarão este serviço. 

A seguir, entenda os principais diferenciais do Pix.

 

  • Transações de todos para todos

As transações poderão ser de qualquer tipo e valor, e acontecerão em uma multiplicidade de casos:

  • Entre pessoas (P2P);
  • Entre pessoas e negócios (P2B), incluindo o e-commerce; 
  • Entre negócios (B2B);
  • Para pagar boletos, como contas e faturas;
  • Para serviços de órgãos públicos, como pagamento de impostos, tanto para empresas, como para pessoa física. 

 

  • Velocidade, disponibilidade plena e de graça para pessoa física

Como aponta o Banco Central, o serviço estará disponível “24/7/365” e sem custos para pessoa física que utilizar o Pix para transferências e pagamentos. 

A digitalização das operações bancárias com ausência de taxas, uma forte tendência já praticada por algumas fintechs, democratiza o acesso de milhões de brasileiros que ainda não conseguiam utilizar esses serviços, devido às altas taxas ainda cobradas por bancos tradicionais. Assim, há uma maior facilidade no alcance a um conjunto básico de serviços financeiros.

Mais pessoas utilizando esses serviços pode significar também a possibilidade de aumento de transações on-line, como compras via e-commerce. Logo, todos saem ganhando.

Para as empresas, há previsão de pagamento de taxas, a serem definidas pelas instituições financeiras ou de pagamento. Porém, elas devem ser baixas, já que esses órgãos poderão oferecer soluções e valores próprios para se diferenciar dos seus concorrentes.

 

  • Conveniência e melhor experiência de pagamento

Para utilizar o Pix, o pagador e o recebedor vão precisar ter conta em banco, incluindo as fintechs, ou instituição de pagamento. Não é preciso que seja necessariamente uma conta corrente. E as transações poderão ser feitas a partir de um smartphone com acesso à internet

Dessa maneira, o serviço também tem como objetivo melhorar a experiência do cliente, com um pagamento instantâneo, fácil, simples, intuitivo e rápido.

Os pagamentos ou transferências podem ser realizados de três formas diferentes:

  • Chaves de endereçamento, como o número do telefone celular, o CPF, o CNPJ ou o e-mail;
  • QR Code (estático ou dinâmico). A opção “estático” permitirá a definição de um valor fixo e poderá ser usado em múltiplas transações; a opção “dinâmico”, poderá conter diferentes informações a cada transação;
  • Tecnologia de aproximação.

O Pix também prevê o saque em lojas físicas. Ou seja, o consumidor não dependerá de caixas eletrônicos ou agências bancárias para retirada de dinheiro, que poderá ser utilizado no próprio local para uma compra, um benefício importante para os donos de estabelecimentos comerciais e para os clientes.

 

ENTENDA O PIX, NOVO MEIO DE PAGAMENTOS INSTANTÂNEOS PELA INTERNET

(Freepik/shisuka)

 

Diferenciais para as empresas

Com o surgimento do Pix, as compras em estabelecimentos que utilizarem a solução poderão substituir pagamentos em cartão de débito, dinheiro e boleto. Além da facilidade, os negócios terão a chance de diminuir gastos com as maquininhas de cartão, por exemplo. 

Mas não é só isso. Segundo o Banco Central, os benefícios vão além:

  • Pagamentos sem contato, já que a autenticação acontecerá no próprio celular do pagador;
  • Aumento das transações via e-commerce, e com maior segurança;
  • Redução de prazos de envio de produtos, já que o pagamento acontecerá em segundos;
  • Com pagamentos rápidos e recebimento imediato, há a menor necessidade de capital de giro, melhor gestão do estoque e do fluxo de caixa;
  • Automação, rapidez, informações mais robustas das transações e melhor conciliação bancária, auxiliando no controle administrativo do negócio;
  • Otimização do uso de boletos, que terá menor custo de emissão e recebimento imediato do valor da compra.

 

Para as empresas de grande porte, o Pix será apenas mais uma modalidade de pagamento e outros serviços bancários. Mas, para os pequenos e médios negócios, pode fazer uma diferença considerável. 

Por exemplo, um microempreendedor poderá disponibilizar um QR Code estático, com um valor definido para o seu produto. O consumidor irá realizar o pagamento com este código, e a compra será realizada em tempo real. Sem uso de dinheiro ou cartão de débito.

Além disso, com o Pix, soluções de gestão e automação dos negócios como as da Razem poderão incluir esse sistema simples de pagamento. Assim, a organização das vendas e do fluxo financeiro ficarão mais certeiras e, como consequência, poderão gerar maior lucro. 

 

Impacto no mercado financeiro

Não há dúvidas de que o Pix irá acirrar a concorrência entre bancos, instituições de pagamentos e fintechs. Afinal, ele concorrerá com cartões e maquininhas.

Como toda novidade, será preciso primeiro se adaptar, e isso leva algum tempo. Com a crescente tendência a digitalização de pagamentos e compras online, as mudanças no cenário podem ser rápidas. 

De qualquer maneira, para lojistas e consumidores, nada melhor do que facilidade e menor custos para compras e transações. Por isso, o Pix pode revolucionar a experiência da jornada de compra.

 

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