Problemas causados ao seu veículo pela gasolina batizada

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O ponteiro está chegando na faixa vermelha e você já começa a varredura visual para encontrar um posto de combustíveis com preço do litro da gasolina muito bom. É verdade que você não quer apenas isso, quer também que o posto seja de “bandeira”. Ok, você quer algo mais, que o combustível a ser adquirido seja de qualidade comprovada. Esses três desejos nem sempre são atendidos e você pode ter os dois primeiros muito facilmente. O problema é com o terceiro objetivo.

Não adianta tubo e bolinha ou outros dispositivos que ajudariam a comprovar que aquela gasolina é de boa qualidade. A malandragem dos falsos (sim, falsos, porque não são comerciais, são criminosos) donos de postos não têm limite e a qualidade da gasolina acaba muitas vezes sendo prejudicada por estes fraudadores, que adulteram o combustível para ganhar mais.

Nessa história, quem paga o pato é o proprietário do veículo. E quem sofre é o automóvel. A famosa gasolina batizada pode vir tanto de postos sem bandeira quanto daqueles que apresentam belas fachadas e um ambiente que parece acima de qualquer suspeita. Não existe um equipamento portátil como um Tricorder para analisar a qualidade do combustível no ato do abastecimento e nem um app milagroso com a mesma função.

O que sobra ao consumidor é a experiência. Abastecer sempre naquele posto onde a gasolina parece render mais e não dá nem trabalho para o carro é o ideal. Se for de bandeira, melhor, mas isso não é requisito para ter sempre gasolina boa, como dito acima. Se tiver um preço legal, ótimo! Nesse caso, não o deixe a menos que seja impossível retornar para encher o tanque novamente. Sim, se você tem histórico de problemas com outros postos, melhor se precaver e encher logo o tanque no posto de confiança.

Sempre é bom lembrar que quando a esmola é muita, o santo desconfia. Então, não arrisque em postos onde os preços dos combustíveis estão muito abaixo da média. Tenha em mente o lema: Não existe almoço grátis. Então, busque algo mais dentro da média. Mas, vai que você abasteceu em qualquer posto por aí. E agora, como saber se a gasolina é batizada? Quem vai te responder é o próprio carro. Os sintomas são os mais diversos e o proprietário precisa prestar atenção ao seu automóvel, pois quando ele começar a ter problemas, haverá tempo hábil para resolve-los.

 

Sintomas do gasolina batizada

Se você sempre faz o mesmo percurso geralmente e roda em condições muito parecidas todos os dias, você tem uma rotina muito chata, é verdade. Porém, essa mesmice do dia a dia é uma boa quando há algo errado com o combustível. Como assim? A resposta é o consumo. Como você tem seu cotidiano já marcado por uma média de consumo, o que acontece com a maioria dos condutores que saem de casa para o trabalho ou faculdade, normalmente, significa que qualquer alteração será sentida mais facilmente.

Caso o consumo repentinamente aumente, isso pode significar uma alteração no combustível. Claro, existem outros fatores, mas lembrando que você saiu da rotina e abasteceu em lugar diferente e logo após começou a notar números mais elevados de km/l, então pode colocar as barbas de molho em relação ao local do último abastecimento. Gasolina adulterada, a chamada “batizada”, rende menos e eleva o consumo. Então, olho no computador de bordo ou na hora de reabastecer.

Mas se acontecer apenas isso, você já pode considerar que saiu no lucro, pois muitas adulterações não apenas elevam o consumo, mas danificam gravemente o motor. Para começar, falhas no funcionamento. O motor começou a oscilar de rotação sem motivo aparente ou trepidar quase próximo de morrer, saiba que aquela gasolina de preço barato está fazendo o seu trabalho, que é o de prejudicar o funcionamento do motor.

O propulsor começa a engasgar ou ter dificuldade na partida a frio são outros sinais de que a gasolina batizada está fazendo das suas dentro do motor. E não para por aí. A perda repentina de força é outro indício de que o combustível tem mais coisas do que deveria, coisas ilícitas. Fora de sua composição estabelecida por lei, a gasolina tende a prejudicar o motor de diversas formas, uma delas é rendendo menos energeticamente, o que significa uma queima pobre e consequentemente um rendimento menor do propulsor.

Quanto aos sintomas, não basta apenas verificar os números de consumo e nem sentir o trabalho irregular do motor, mas deve-se ouvir o que o carro está dizendo. Preste bem atenção a qualquer ruído estranho vindo do motor e o mesmo em relação ao escapamento. Caso estejam alteradas, não pense duas vezes em buscar uma assistência técnica para verificação do sistema de injeção e outros sensores do carro. É melhor prevenir do que remediar. Mas, às vezes nem dá tempo e logo aquela luz da injeção acende e o mundo parece vir abaixo… Um diagnóstico computadorizado vai dizer o que está errado no motor e sua possível causa.

Em alguns casos, especialmente em carros importados, a gasolina batizada simplesmente desliga o motor. Casos de pane por conta disso não são raros e o prejuízo pode ser enorme se as medidas de correção não forem de um especialista. E por que isso ocorre? Por causa do que está misturado ilegalmente na gasolina.

 

Danos provocados pela gasolina batizada

A gasolina adulterada por sua própria definição está fora dos padrões estabelecidos por lei, como já comentado. Para tapear o consumidor e ganhar mais, os falsos donos de postos de combustíveis utilizam solventes e outros produtos químicos baratos para substituir parte da composição do produto, comprometendo suas especificações.

Os solventes usados acabam por danificar diversos componentes, entre eles velas de ignição e bicos de injeção. Esses produtos de origem desconhecida e que, mesmo se fossem conhecidas, não estão previstos na composição da gasolina, acabam também afetando outros componentes, tais como filtro de combustível, bomba de combustível, sonda lambda, catalisador e mesmo revestimentos isolantes, como a borracha, por exemplo.

Também ocorre a formação de resíduos na câmara de combustão, em especial nas válvulas, bem como o funcionamento geral comprometido, inclusive com a chamada “batida de pino”, que é a pré-detonação do combustível. Ou seja, ela está queimando antes do momento correto e isso traz consequências muito ruins para o motor. E isso porque falamos apenas de solventes na gasolina, mas a realidade também tem o etanol como vilão, pois muitos postos acabam misturando mais álcool à gasolina do que o estipulado por lei, que é de 27% de etanol anidro.

Em motores flex não haverá tantos problemas mecânicos, mas em carros que só queimam o derivado de petróleo, isso significará problemas, pois estes motores foram projetados para suportar até 27% de etanol anidro na gasolina, embora os antigos sofram ainda mais, já que anteriormente, os limites dessa mistura eram inferiores ao atual patamar.

 

Na dúvida, teste!

Foi num posto que não é o de costume e ficou em dúvida? Não hesite, peça para fazer o teste. Todos os postos de combustíveis são obrigados a dispor de equipamentos para essa aferição de qualidade. No caso da gasolina, adicione água em um recipiente com medidas padronizadas e com indicação do nível em que a gasolina deve estar.

O derivado de petróleo irá se separar da água, enquanto o etanol anidro se mesclará com esta última. Lembre que a diferença de volume tem de ser de no máximo 27% de etanol. Caso haja problemas no teste, entre em contato com a ANP pelo site ou telefone. Se o posto for de bandeira, ligue para as empresas responsáveis pela rede.

 

Referência: Noticias Automotivas

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