A maioria dos postos de combustíveis conhecem a importância de cuidar do controle de estoque. Medir o tanque de combustível permite identificar possíveis vazamentos, que poderiam resultar em perda de produtos e ainda a contaminação ambiental. Dessa forma, com a medição, garante-se maior eficiência operacional ao negócio.
O volume que se armazena no tanque de combustível pode ser diferente daquele que consta nos registros do posto. Isso ocorre em função de problemas, como:
- Perdas por evaporação ou vazamento.
- Falhas nas anotações do Livro de Movimentação de Combustíveis (LMC).
- Falha no Danfes (Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica) entregues pelas distribuidoras.
- Variações de temperatura.
- Entre outros motivos.
O monitoramento permite um controle mais efetivo. Também evita outros desdobramentos, como a necessidade de descontaminação do solo em caso de vazamento.
Neste post vamos explorar as principais necessidades de medir o tanque de combustível para o seu posto. Vamos lá!
Entenda por que é necessário medir o tanque de combustível
A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estabelece que a variação máxima em um tanque de combustíveis não pode ultrapassar 0,6%.
Dessa forma, o risco de uma eventual diferença acima desse percentual é de que o Sistema de Armazenamento Subterrâneo de Combustíveis (SASC) esteja com algum ponto de vazamento. Logo, poderia resultar na contaminação do solo e das águas subterrâneas.
Assim, se de fato isso ocorrer, a descontaminação é cara e demora. Além disso, pode comprometer parte da operação do posto, já que precisarão interditar bombas e tanques temporariamente.
Há casos em que o órgão ambiental local fecha o posto, dependendo da gravidade do vazamento. Desse modo, o prejuízo vai muito além da perda do combustível. No entanto, é importante saber que, além de perdas por vazamento, existem outras razões que levam às divergências entre o volume do tanque e os registros de recebimento de produto, são elas:
- Evaporação;
- Temperatura na hora da descarga do produto (a cada 1.000 litros, 1º C a mais ou a menos gera aumento ou redução de volume de aproximadamente 1 litro);
- Presença de água no tanque (nesse caso, vale atenção especial aos tanques de diesel, já que o biodiesel adicionado ao diesel fóssil é uma substância altamente higroscópica e pode acarretar problemas como borras e entupimento de filtros, além de danificar o medidor);
- Bombas de abastecimento descalibradas (que sujeitam o posto a autuação pelo Inmetro e, dependendo do caso, até interdição e perda de inscrição estadual);
- Aparelhos de medição descalibrados.
Sempre é importante lembrar que a revenda de combustíveis é considerada uma atividade potencialmente poluidora e, por isso, o posto deve respeitar uma série de exigências estabelecidas pela legislação ambiental.
Fazendo o monitoramento do tanque
O controle efetivo do estoque é primordial para o negócio. Isso evita tanto a perda de produto quanto o risco de autuação e interdição do posto, além de garantir o cumprimento das normas ambientais.
No passado, o uso de réguas de mensuração era comum, mas atualmente já existem equipamentos capazes de aferir os tanques de combustíveis, armazenando os dados em sistema e comparando aos registros de entrada e saída de produto. Com isso, o gerenciamento pode ser feito em tempo real e de forma remota.
Além de detectar perdas, o monitoramento permite atualizações de inventário, registro de emissões de vapores (se as bombas não tiverem um sistema de recuperação de vapores), alarmes em caso de inconsistência entre as informações registradas e o volume efetivo do tanque, entre outras funcionalidades.
Medir o tanque de combustível é essencial para melhorar o desempenho do seu posto revendedor em um mercado altamente competitivo. Além disso, é primordial garantir a qualidade do produto fornecido ao consumidor. Por isso, todos os procedimentos de manutenção preventiva devem ser seguidos à risca, evitando contaminação e outros problemas com os combustíveis.
Ao receber o produto de sua distribuidora, é importante fazer os testes indicados pela ANP e sempre guardar a amostra-testemunha, que é a sua única prova em caso de uma eventual desconformidade.
Créditos: OWP Brasil